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28 maio 2019

Inteligência Emocional – A Teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente

Daniel Goleman pH.D.

Fonte : Le Livros

Autor : Daniel Goleman

 

Introdução
Edição Comemorativa de 10o Aniversário

Em 1990, quando era repórter de ciência no The New York Tim e s , top ei c om um a r tigo em um a p equena r evista acadêmica escrito por dois psicólogos, John Mayer, hoje na Universidade de New Hampshire, e Peter Salovey, de Yale. Meyer e Salovey apresentaram a primeira formulação de um conceito que chamaram de “inteligência emocional”.

Naquela época, a proeminência do QI como critério de excelência na vida era inquestionável; discutia-se acaloradamente se ele estava inscrito em nossos genes ou se era alcançado pela experiência. Porém, eis que surge, de repente, uma nova forma de pensar sobre os ingredientes do sucesso na vida. Fiquei entusiasmado com o conceito, que usei como título deste livro em 1995. Como Mayer e Salovey, utilizei a expressão para sintetizar uma ampla gama de descobertas científicas, unindo ramos diferentes de pesquisa – analisando não só a teoria deles, mas também uma grande variedade de outros avanços científicos empolgantes, como os primeiros frutos do campo incipiente da neurociência afetiva, que explora como as emoções são reguladas pelo cérebro.

Lembro-me de ter pensado, logo antes deste livro ser publicado, dez anos atrás, que se um dia eu ouvisse uma conversa em que dois estranhos usassem o termo inteligência emocional e ambos entendessem o que isso significava, eu teria conseguido disseminar o termo de forma mais ampla na cultura. Mal podia imaginar.

A expressão inteligência emocional, ou sua abreviação QE, se tornou onipresente, aparecendo em lugares tão improváveis quanto nas tirinhas Dilbert e Zippy the Pinhead e na arte seqüencial de Roz Chast na The New Yorker. Já vi caixas de brinquedos que dizem aumentar o QE das crianças; pessoas buscando parceiros às vezes alardeiam a expressão em anúncios pessoais. Uma vez, eu encontrei uma piadinha sobre QE no rótulo de um xampu no meu quarto de hotel.

E o conceito se espalhou pelos cantos mais distantes do mundo. Contam-me que QE se tornou uma expressão conhecida em línguas tão distintas quanto alemão e português, chinês, coreano e malaio (ainda assim, eu prefiro EI, abreviação em inglês para inteligência emocional [emotional intelligence]). A caixa de entrada do meu e-mail tem sempre perguntas, por exemplo, de um doutorando búlgaro, um professor polonês, um aluno de graduação indonésio, um consultor de negócios sul-

africano, um especialista em gerenciamento do sultanato de Omã, um executivo em Xangai. Estudantes de negócios na Índia lêem sobre QE e liderança; um CEO na Argentina recomenda o livro que escrevi posteriormente sobre este tópico. Eruditos religiosos dentro do cristianismo, judaísmo, islamismo, hinduísmo e budismo me disseram que o conceito de QE encontra ressonância em suas próprias crenças.

 

Para continuar lendo , baixe aqui o PDF do livro.