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26 novembro 2018

Dívida da Eletrobras preocupa novo governo

Por Daniel Rittner | De Brasília Fonte : Valor Econômico O vencimento, em julho de 2019, de títulos da dívida emitidos no exterior pela Eletrobras no valor de US$ 1 bilhão entrou na lista de preocupações da equipe de transição. Auxiliares do presidente eleito Jair Bolsonaro foram informados de que a estatal simplesmente não tem

Por Daniel Rittner | De Brasília
Fonte : Valor Econômico

O vencimento, em julho de 2019, de títulos da dívida emitidos no exterior pela Eletrobras no valor de US$ 1 bilhão entrou na lista de preocupações da equipe de transição. Auxiliares do presidente eleito Jair Bolsonaro foram informados de que a estatal simplesmente não tem dinheiro suficiente em caixa para honrar o pagamento no resgate dos bonds e precisa fazer a rolagem da dívida de qualquer jeito.

Denominados em dólares, os títulos foram lançados em 30 de julho de 2009, com resgate em dez anos e pagando juros de 6,875% ao ano. A avaliação, no governo atual e no entorno de Bolsonaro, é que o ajuste financeiro levado a cabo pela Eletrobras nos últimos dois anos permitiria rolar esse montante. Mas duas hipóteses são mencionadas com receio: as taxas exigidas pelo mercado e alguma eventual deterioração no ambiente do setor elétrico que complique a renovação dos papéis.

“Nada pode dar errado até julho”, comentou reservadamente uma pessoa que ouviu os relatos do presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., a auxiliares do presidente eleito no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O executivo fez amplo diagnóstico da empresa a um grupo de especialistas na equipe de transição.

Estavam presentes o engenheiro Luciano Irineu de Castro, principal representante na área de energia, e o general Oswaldo Ferreira. Convidado para assumir o novo Ministério da Infraestrutura, Ferreira recusou por motivos pessoais, mas continua à frente dos trabalhos no CCBB.

Estavam presentes o engenheiro Luciano Irineu de Castro, principal representante na área de energia, e o general Oswaldo Ferreira. Convidado para assumir o novo Ministério da Infraestrutura, Ferreira recusou por motivos pessoais, mas continua à frente dos trabalhos no CCBB.

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